segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Sonnet à distance
Ah, quantos foram os sóis
Que os ventos levaram,
E quantas luas
Que em silêncio gearam...
O que não me deixo, descansar ou adormecer.
Foram cálidas lembranças,
Dos olhos que me roubaram e viram entristecer,
Todo o amor que meus juramentos guardaram que'infinie est.
Amor distante, vênia distância,
Fogo rúbido, incandescente chama.
Brilho vítreo feito atacamita,
Brio infimo de vil clama.
Pobre consterno coração,
Sonho parvo de párea mensura.
Desalenta ilusão!
Soma de efusão, simplória equação.
Desatenta ficção, mínima expressão.
Inquieta solidão, leviana solução...
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário